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Páscoa

Entenda porquê o chocolate é proibido para os pets

Chocolate é uma delícia, não é mesmo? E nessa época do ano a vontade de comê-lo só aumenta. Mas, saiba que essa guloseima e animais de estimação não combinam, e que pedaços esquecidos em cima da cama ou dados aos pets podem intoxicá-los, mesmo sendo em pequenas quantidades.

Isso ocorre porque cães e gatos são intolerantes a uma substância presente no chocolate chamada teobromina, que é uma variação da metilxantina, proveniente do cacau. Essa substância se acumula e rapidamente atinge concentrações tóxicas no organismo dos nossos bichinhos, podendo até mesmo matá-los!

A teobromina é dose-dependente, dessa forma, o grau de intoxicação vai depender dos seguintes fatores:

  • Quantidade de chocolate ingerida.
  • Porte do animal: quanto menor porte do animal, mais susceptível ele é.
  • Idade do animal: filhotes são mais susceptíveis à intoxicação, que animais adultos.
  • Teor de teobromina no chocolate: quanto mais escuro for o chocolate, maior a concentração da teobromina.

Tipos de chocolate

O chocolate ao leite possui uma concentração de aproximadamente 0,005% de teobromina, enquanto que o chocolate amargo contém cerca de 1,35 % dessa substância. Apesar de no chocolate branco essa concentração ser relativamente pequena, quando comparada com outros chocolates, ele possui maior teor de gordura, o que pode ocasionar graves distúrbios digestivos como diarreia e vômito.

Os primeiros sinais de intoxicação pela teobromina aparecem entre seis e 12 horas após a ingestão do chocolate e são caracterizados por excitação, hipertermia (temperatura corpórea acima do limite da normalidade), ofegância, tremores, arritmias cardíacas, hipertensão arterial, dor e dilatação abdominal, hemorragia intestinal, diarreia e vômito. Em casos graves não tratados a tempo, instala-se um quadro de hipotermia (temperatura corpórea abaixo do limite da normalidade), hipotensão (pressão arterial abaixo do limite da normalidade), coma e morte do animal.

Assim como a teobromina, a cafeína também é uma variação da metilxantina e está presente no chocolate e causa graves efeitos nos animais. Isso porque a cafeína potencializa os efeitos da teobromina, agindo principalmente no músculo cardíaco, causando taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), além de taquipneia (aumento da frequência respiratória) e até convulsões.

A teobromina apresenta meia vida longa e sua eliminação ocorre por via hepática. Nos caninos, essa substância age no organismo por cerca de 17 horas, podendo ficar no organismo por até cinco dias, aproximadamente. Isso explica o fato de pequenas porções aparentemente inofensivas, levarem a graves quadros de intoxicação quando dadas aos bichinhos em dias sucessivos.

Emergência

A intoxicação por teobromina é uma emergência clínica, sendo necessária a intervenção imediata. Se você suspeitar que seu pet comeu chocolate e ele apresentar quaisquer dos sintomas relatados acima, leve-o para o veterinário imediatamente. Lá, ele vai avaliar a conduta que deve ser adotada.

Infelizmente, não há um antídoto nesses casos, sendo o tratamento sintomático. Além disso, será necessária a fluidoterapia para reposição de eletrólitos e para reidratação do paciente. Mas, lembre-se, esses procedimentos devem ser realizados por um médico veterinário, após um criterioso exame clínico.

Em uma ocasião especial, como a Páscoa, se quiser fazer um mimo para o seu animalzinho, nos pet shops da Semeve existem chocolates feitos especialmente para petsanimais, com o mesmo aroma, mas que são isentos dessa substância. É saudável e eles vão amar!

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